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DPOC: Um resumo sobre os principais aspectos da doença

  • Foto do escritor: Melissa Rolim
    Melissa Rolim
  • 28 de jul. de 2020
  • 3 min de leitura



O que é DPOC?

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma patologia caracterizada por presença de sintomas respiratórios e alterações em exame de função pulmonar decorrentes de exposição a gases e partículas nocivas.

DPOC é muito conhecida popularmente por Enfisema Pulmonar, porém o enfisema é uma alteração da estrutura do pulmão que pode ser visualizada na tomografia de tórax e não é necessário que esteja presente para o diagnóstico dessa doença. Ou seja, não é necessário ter enfisema para ter DPOC.

O que causa essa doença?

O principal fator de risco é o tabagismo, seja ele ativo ou passivo. Outros elementos nocivos que podem estar associados são: queima de biomassa, vapores e fumaças em ambientes ocupacionais e poluição ambiental.

Esses gases e partículas nocivas causam inflamação no pulmão e consequentemente alterações na estrutura e na função pulmonar, com obstrução à passagem do ar.

Quais são os sintomas?

Dispneia (falta de ar), sibilância (chiado no peito), tosse e expectoração são os principais sintomas.

No início o paciente pode subestimar a falta de ar, atribuí-la a outros fatores e não procurar atendimento médico (os estudos mostram que isso é bastante frequente). A dispneia pode estar presente apenas quando se faz algum esforço físico e os pacientes podem modificar suas atividades diárias para evitá-la, demorando a procurar atendimento médico. Podem atribuir a dispneia ao tabagismo, achando que porque fumou deve sentir a falta de ar.

Com a evolução da doença, a dispneia pode passar a estar presente nas atividades de vida diária como até ao tomar banho ou trocar de roupa. Quando a falta de ar ocorre até com esforço físico mínimo ou mesmo em repouso, denota maior gravidade.

A expectoração tem impacto na qualidade de vida. Quando excessiva, pode estar associada a alguma outra doença pulmonar como a bronquiectasia.

Hemoptise (saída de sangue com a tosse) pode ocorrer na presença de infecção pulmonar (causa mais comum), porém indivíduos com DPOC e história de tabagismo têm risco maior de ter câncer de pulmão e a hemoptise pode estar presente nesse caso.

Qual é o tratamento?

Por que é importante parar de fumar? Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de DPOC é o tabagismo. Os estudos mostram que parando de fumar a perda da função pulmonar pode se tornar mais lenta e, além disso, reduz a mortalidade. Isso também inclui o tabagismo passivo. O tabagismo também é fator de risco para câncer de pulmão.

É preciso também evitar exposição a outros fatores de risco ambientais como queima de biomassa. Deve-se ter cuidado também com a poluição do ar. Alguns estudos já mostraram que a exposição em longo prazo à poluição do ar (até em níveis baixos de poluição) aumenta o risco de DPOC.

Outra parte fundamental do tratamento é a imunização contra influenza e contra o pneumococo (principal bactéria responsável por causar pneumonia nesses pacientes). A vacina contra essas duas doenças é indicada independente da gravidade da DPOC. A vacina contra influenza reduz a mortalidade em idosos.

O tratamento com medicações inalatórias reduz sintomas e melhora a qualidade de vida. Em doença mais avançada, pode ser necessário uso de oxigênio em domicílio que quando é indicado, reduz mortalidade.

A reabilitação pulmonar é uma terapia aplicada de forma individual para melhorar a capacidade física, reduzir sintomas e consequentemente melhorar a qualidade de vida.

Com a evolução da doença pode ocorrer perda de massa magra e redução da força da musculatura respiratória. Portanto, é importante manter uma alimentação saudável e melhorar o condicionamento físico.

DPOC não tem cura, mas com o tratamento consegue reduzir sintomas, prevenir exacerbações e melhorar a qualidade de vida.

 
 
 

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